Requiem I

O Pássaro da Morte

Uma pilha de corpos putrefatos são os convidados na sala de estar,
Na cozinha o lixo se acumula no chão envelhecido,
Os pássaros carniceiros gritam no telhado em êxtase,
Portas protegem a profanação que as hienas vieram buscar.

Grita, grita ao longe em lamento rubro ser banhado de morte,
Teus gritos são homenagem aos que tombaram em tua jornada,
O sol já caminha ao descanso e reflexão,
Trovões e relâmpagos anunciam a chegada das dores, os pesares.

Ergo a lança, da túnica espanto o pó, as pequenas criaturas vão.
Meus passos não deixam rastro senão os pensamentos selvagens,
As horas de lamúria não são testemunhadas, o partir é breve,
E ao toque da terra seca aos meus pés, me despeço da calamidade.

1 Comentário

  1. Comentário de [LI] on Sábado, 26 de Julho de 2008 17:26

    phoda como semprii, a imagem tmb =O

    **posta logo a part II n_n!

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